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Geração micro-ondas exige imediatismo e pronto-consumo

Grasiela Tesser

As pessoas estão cada vez mais ansiosas e atributos como impaciência e curiosidade estão presentes em todas as idades. Assim, os negócios estão sendo moldados pela capacidade de urgência na resposta do que se demanda. E quem está exigindo essa performance é a geração micro-ondas que quer tudo agora e pronto para o consumo. Essas foram as premissas trabalhadas pela diretora de projetos e inovação da CIC de Caxias do Sul, Grasiela Tesser durante a reunião-almoço promovida nesta quarta-feira (24) pela Cacis. Grasiela também é membro da equipe técnica do grupo BTR/Varese da NRF e compartilhou várias experiências vividas em suas viagens à China.

De acordo com Grasiela, o varejo está usando novas tecnologias para delinear o perfil do cliente através do hábito de consumo. O google ajuda a traçar esse perfil ao mostrar que o grupo de curiosos que pesquisam por novas ideias de aplicativos mobiles ultrapassa 55% dos usuários. Esse público também está mais exigente e busca validar sua preferência por meio de recomendações personalizadas e, também, está mais impaciente, já que de acordo com o Google, houve um crescimento de 120% no número de usuários que procuram por empresas que forneçam seus produtos no mesmo dia. “Todos os mercados estão tendo que se reinventar e descobrir como oferecer soluções num espaço de tempo muito curto. Todo mundo tem pressa e todo mundo quer uma resposta agora”, diz Grasiela.

O resultado dessa revolução provocada pelo consumo digital é que as empresas e marcas estão trabalhando de forma mais colaborativa para entregar resultados mais rápidos e personalizados. Nesse aspecto, a China evolui velozmente sua condição de fornecer absolutamente tudo o que o consumidor espera, em curto espaço de tempo. Isso, graças ao seu perfil tecnológico que a transformou no país mais digital do mundo. “A influência digital expande drasticamente os negócios na China. Tudo passa pela tecnologia e não se pode perder isso de vista”, analisa.

Grasiela também salienta que as marcas já entenderam que as pessoas estão mais interessadas em saber o que os outros estão falando de seus produtos do que elas mesmas. “Não é à toa que a mídia tradicional está perdendo força vertiginosamente, enquanto os influenciadores digitais estão endossando marcas e produtos”. Para ela, a mídia tradicional tem que se reinventar. “Não tenham clientes comuns, mas clientes apaixonados pela sua marca”.

A palestrante fez um alerta para àqueles que pensam que os exemplos de tecnologia citados estão muito longe da nossa realidade. “Nunca diga nunca. Temos uma capacidade enorme de absorver tecnologia. A inspiração tem que servir para nos deixar cientes do nosso potencial. Que todos vocês não fechem seus olhos para o que está acontecendo fora”, finaliza.